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O que é a Maçonaria?

É uma Instituição Universal fundada pela tríade "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", que trilha caminhos para que o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal dentro dos princípios da Moral, da Razão e da Justiça.

Tem por objetivo combater a ignorância, direcionando seus membros a obedecerem as leis democráticas do País, a viverem segundo os ditames da Honra, a praticarem a Justiça, Amar ao próximo e trabalhar pela Felicidade do Gênero Humano.

É acessível aos homens de todas as nacionalidades, crenças e opiniões políticas, exceto aquelas que o privem da liberdade de consciência, restrinjam sua dignidade ou seus direitos, que exijam submissão incondicional aos seus chefes, ou façam deles, direta ou indiretamente, instrumento de destruição, ou ainda, o privem da liberdade de manifestação do pensamento.
 
 
 
 

A Maçonaria Simbólica divide-se em Três Graus universalmente reconhecidos e adotados: Aprendiz (1º Grau), Companheiro (2º Grau) e Mestre Maçom (3º Grau). (Maiores informações sobre a divisão dos graus maçônicos no link R.'.E.'.A.'.A.'., no menu superior a esquerda).

Para serem acolhidos pela Maçonaria, os candidatos devem vencer algumas etapas administrativas e passarem por um ritual de iniciação, o qual os congregarão em grupos denominados Lojas, nas quais, auxiliados por símbolos e alegorias, estudam e trabalham para o aperfeiçoamento pessoal e de toda a Sociedade Humana.

O aperfeiçoamento pessoal tem como objetivo transformar o indivíduo em um cidadão melhor pelo Amor Fraternal, pela Tolerância, pela Igualdade e pelo Respeito, melhorando-o como pai, marido, filho, irmão, amigo, profissional, enfim, em todos os aspectos.

Já a sociedade se benefecia diretamente com essas transformações, pois o indivíduo aperfeiçoado melhora o ambiente a sua volta, propagando de maneira benéfica as virtudes por ele absorvidas.

A Maçonaria não é uma religião
, porém, para ser admitido entre seus membros, todo o candidato deve acreditar em um ente supremo e numa vida futura, independentemente da sua crença.

A Maçonaria Universal, através de seus diversos Ritos (maiores informações no link R.'.E.'.A.'.A.'., no menu superior a esquerda), utiliza o sistema de graus para transmitir os seus ensinamentos através de representações e símbolos, cujo acesso é obtido de forma meritocrática e por meio de uma iniciação a cada grau.

Em seus Templos, são proibidas discussões político-partidária e de sectarismo religioso.


O que ela proclama?

Dentre outros, proclama os seguintes princípios:

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Amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;
Praticar a beneficência, de modo discreto, sem humilhar;
Praticar a solidariedade maçônica nas causas justas, fortalecendo os laços de fraternidade;
Defender os direitos e as garantias individuais;
Considerar o trabalho lícito e digno como dever do homem;
Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes;
Exigir tolerância para com toda forma de manifestação de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social;
Lutar pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos;
Combater o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios.


Texto sobre "A Origem da história da Maçonaria"

Não é fácil afirmar-se a origem da Maçonaria, porque a sua história, até ao começo de sua decadência, não foi escrita.

O seu período pré-histórico perde-se, assim, na noite dos tempos. Somente nos fatos gravados em pedras e em mármores, e nos anais da Fraternidade semelhantes, e afins, podemos encontrar algo da primitiva Maçonaria, porque o primeiro período é o da lenda, da tradição, da fábula, contada de boca em boca.

É por isso que os escritores maçônicos divergem quando tratam da origem da Ordem.

Uns acreditam que os princípios maçônicos vem do Código de Manu; outros, das regras filosóficas dos ginosofistas, dos Cataristas, dos Alquimistas, dos Ocultistas, dos Cabalistas, dos Hermetistas. Muitos buscam a origem da Maçonaria nos mistérios dos Magos, dos Brâmanes, dos Cabires, de Salomão, do Cristianismo, da Cavalaria.

Verdade é que remontam a milênios as Ordens iniciáticas. Vassal diz que há 100 mil anos da era vulgar, sábios persas, hebreus e caldeus formaram na Pérsia uma Associação Mística, debaixo do nome de Magos.

A instituição dos Magos tinha por objetivo não só conservar secretos os vestígios das Artes e das Ciências dos tempos primitivos, mas, também, a formação de um dogma religioso que, sem assombrar os espíritos fracos, pudesse conter a força brutal dos primeiros homens.

Desta sociedade em comum, nasceu a precisão de certos símbolos, com o que a doutrina dos Magos se pode propagar sem risco. A luz dos sábios foi, então, distribuída com gradação, e seus iniciados nunca foram acusados, nem de ateus, nem de impostores.
Nos seus emblemas, nos seus princípios de moral, é que alguns escritores vão encontrar a origem de certos graus da Maçonaria.

Os mistérios da índia são de uma antiguidade tão remota, que Buret de Longchamps, a eleva a cinquenta séculos antes da era vulgar, para estabelecer a História Geral do Mundo.

O Schasta, primeiro livro índico escrito, há hoje 5050 anos, parece ter sido o seu verdadeiro ritual.

Os Mistérios dos Brâmanes consistiam na iniciação dos sacerdotes que, sendo ao princípio meritória e eletiva, se tornou depois em casta privilegiada.
A doutrina desses Mistérios era toda teológica, e suas experiências físicas, segundo Vassal, se aproximavam da Maçonaria.
Os mistérios da Cabires, que chegaram à Grécia 1950 anos antes da era vulgar, tem muita relação com a Ordem Maçônica. Deles, segundo Rhaer, Pitágoras tirou a sua famosa Escola, daí porque alguns autores consideram Pitágoras instituidor da Francomaçonaria.
Os Mistérios Judaicos, ainda que menos célebres que os Mistérios Gregos, não são, por isso, menos interessantes a conhecer, porque, segundo a opinião de muitos eruditos, servem, eles, de tronco à Maçonaria Moderna.

Alguns israelitas, tendo habitado o Egito, e voltado depois à Judéia, fundaram em 1550, antes da era vulgar, as três seitas: Ciniana, Recabites e Essênia. Mas, de todas, a última, que também foi a fonte do Cristianismo, é a que mais relação tem com a iniciação.

Os iniciados nos Mistérios Essênios viviam como irmãos, e a iniciação a seus mistérios não era facilmente concedida.
Quando um candidato se apresentava, eles o experimentavam três anos, e antes de admitido era preciso fazer o juramento de servir a Deus, amar e proteger os homens bons e finalmente, guardar os segredos da Ordem, com o perigo de vida. Os símbolos, as parábolas e as alegorias eram para eles de uso familiar. Tal a opinião de Filón, Josef e Plínio.

Salomão, tendo sido iniciado nos Mistérios de Eleusis, fundados por Orfeu, veio, no undécimo século antes da era vulgar, reorganizar em Jerusalém novos Mistérios Essênios.

Para alcançar tão justo fim, Salomão fez construir, não só o singular templo material de Jerusalém, fazendo tratados com Hiram II, rei de Tiro, e Hiram, o arquiteto; mas, também, fundou um Templo alegórico para Iniciação, tomando por modelo a construção do primeiro, à qual se deu o nome místico de Maçonaria, (denominação que segundo Vassal e Dumart, não vem da inglaterra, como quer Thory).

A iniciação de Salomão teve por objetivo um tríplice fim: a Tolerância, a Filantropia e a Civilização dos Israelitas. E é depois desta época que os Essênios foram considerados como homens esclarecidos no meio de um povo inculto, e tolerantes, no meio de um povo fanático, tal é a opinião de muitos sábios.

O Templo de Salomão foi destruído no ano 70 depois de Cristo, e os seus iniciados espalharam-se pela superfície do globo e transmitiram os seus mistérios a outros povos.

A maioria dos escritores das ciências iniciáticas encontram no Rei Salomão a origem da Maçonaria, chamando-lhe, por isso, de Arte Real.

Depois vem os Mistérios do Cristianismo Primitivo, cuja doutrina se calcava em três grande princípios: A Unidade de Deus, a Liberdade do Homem e a Igualdade entre os da mesma família.

Esses mistérios foram praticados por cerca de 200 anos, em lugares subterrâneos e retirados. Vários escritores afirmam, também, que a Maçonaria é um ramo do Cristianismo Primitivo. Os iniciados cristãos tinham símbolos para se entenderem mais seguramente.

Por outro lado, a maior parte dos escritores franceses pretendem que os antigos Galos foram os primeiros povos da Europa que tiveram iniciação maçônica, atribuindo a sua origem nos mistérios dos Cavaleiros e nos dos Templários.

Diz Usero, que a Ordem do Templo e a Maçonaria estiveram em contato e se entenderam durante bastante tempo, como o atesta, entre outras coisas, a semelhança existe entre o ritual de admissão dos templários e dos maçons, semelhança que vai a tal ponto que um parece ter sido copiado do outro.

Depois da dissolução dos Templários, ainda afirma Usero, muitos de seus membros passaram às Lojas Maçônicas para salvarem-se, ali, das perseguições e da morte. Mas isto ocorreu, também, com muitos perseguidos no transcurso dos séculos, notadamente na Idade Média, quando existiram numerosas Ordens Secretas que defendiam ideias semelhantes eram perseguidas como heréticas.

Há entre os mais autorizados autores maçônicos, quem vá buscar a origem da Maçonaria em Adão *.

A chamada Constituição de Anderson, de 1723, no seu Prólogo "para ser lido nas admissões de novos irmãos", insinua que o conhecimento das Ciências Liberais, particularmente da Geometria, vem do primeiro pai da humanidade.

Indubitavelmente Adão ensinou Geometria a seus filhos e o uso dela nas várias Artes e Ofícios, porque vemos que Caim edificou uma cidade a que pôs o nome do seu filho Henoch. Chegou Caim a ser o Príncipe da metade do gênero humano, e seus descendentes imitaram seu régio exemplo fomentando a nobre Ciência e a útil Arte.

Não podemos supor que Seth estivesse menos instruído, pois sendo Príncipe de outra metade do gênero humano e o primeiro cultivador da Astronomia, teria muito cuidado de ensinar Geometria e Maçonaria a seus filhos, os quais também gozaram da enorme vantagem de que Adão vivera entre eles.

Mas prescindindo-se de incertos relatos, podemos seguramente inferir que o mundo antigo, que durou 1656 anos, não podia desconhecer a Maçonaria, e que as famílias de Seth e Cam construíram curiosas obras, até que ao fim, Noé, o descendente de Seth, recebeu de Deus a ordem de construir a ingente Arca que, posto fosse de madeira, foi fabricada segundo os princípios da Geometria e as regras da Maçonaria.

Noé e seu três filhos Jafet, Sem e Cam foram verdadeiros maçons, que depois do Dilúvio conservaram as tradições e artes dos antediluvianos e as transmitiram amplamente a seus filhos *, pois um século depois do Dilúvio, no ano de 1810 do Mundo, 2194 antes de Cristo, vemos grande número deles, se não toda a raça de Noé, congregada no Vale de Sinar ocupada em Edificar uma cidade e uma alta torre que perpetuasse seu nome e evitasse a sua dispersão.

Nas Comarcas entre Tigre e o Eufrates floresceram, depois, muitos eruditos sacerdotes e matemáticos chamados Caldeus e Magos que preservaram a nobre Geometria, e os reis e magnatas estimularam a Arte Real.

Portanto, a Ciência e a Arte se transmitiram de idade em idade a distantes climas, apesar da confusão das línguas, que se bem divulgada entre os maçons a faculdade e antiga e universal prática de conversar sem falar e conhecer-se uns aos outros a distância, não foi obstáculo para o progresso da Maçonaria em cada país e a comunicação dos maçons em seu diferente idioma nacional.

Não cabe dúvidas de que a Arte Real foi introduzida no Egito por Mitzrain, o segundo filho de Cam, seis anos depois da confusão babilônica e 160 depois do Dilúvio, em 1816 da Criação do Mundo, 2188 antes de Cristo.

Em tudo isto está a razão por que não podemos saber, claramente, onde começa e onde termina a verdadeira Maçonaria, nos tempos primitivos.

Sabe-se, ainda, que, muitos séculos antes das Cruzadas do Oriente, houve um Rei anglo-saxônico que esposara Edilberga, princesa cristã e se convertera ao cristianismo. Chamava-se Edwino e foi Rei da Normandia.

Edwino procurou reformar os costumes de seu País, esforçou-se por ser um Rei justo e dar aos seus súditos os maiores benefícios possíveis. Reuniu em seus Estados grande número de artistas e cuidou em agrupá-los conforme os ofícios que eles desempenhavam e a todos prodigalizava honras e proteção.

Esses artistas, antes de começarem o serviço cotidiano, e depois que o terminavam, costumavam reunir-se próximo das obras em um barracão, construção ligeira e provisória, como as que ainda hoje se fazem junto da própria obra e que serve para morada de um guarda ou vigia e para depósito de ferramentas e materiais. Daí é que vem o nome de loja, e dessas reuniões nas chamadas lojas é que (segundo alguns), data a origem verdadeira da Maçonaria.

O Rei Edwino foi, destarte, o primeiro chefe da nascente instituição maçônica.

Várias lojas reunidas constituíam uma Grande Loja, e a primeira Grande Loja de cuja fundação existe documento escrito e irrefutável é a de York, que data do ano de 926 da era vulgar, data da sua primeira Convenção, oficialmente anunciada.

Não são mais fábulas e ficções, dizem uns. Aqui aparece a história escrita e documentada. Cessam as dúvidas. Transparece a verdade dos fatos relatados em manuscritos existentes.

Em seguida à fundação da Grande Loja de York, levantaram-se as de Strasburgo, Colônia, Viena e Berna.

Inicia-se a construção monumental das grandes catedrais da Europa. Tal é a suntuosidade dessas obras, que parece ser o Grande Arquiteto do Universo o Mestre que as dirige! Não! São feituras de maçons somente, gênio de iluminados cuja glória perdurará pelos séculos dos séculos.

No século XII firmam-se as relações entre as Grandes Lojas de vários países. Estabelecem-se Estatutos e Regulamentos Gerais; a Maçonaria tende a ser universal. A Inglaterra conserva a hegemonia maçônica: os nobres ingleses são maçons; os doutos, os grandes homens de Albion são os chefes da Instituição.

No século XIII, na Alemanha, o bispo de Ratisbona, Alberto, - o Grande, frade dominicano, filósofo e teólogo de nomeada, representa papel saliente na Arte de Construir.

E a Maçonaria progride, reunindo em seu grêmio os mais ilustres homens da época.

Mesmo assim (continua E. S. Menezes), Matias Usero afirma que os primeiros dados, rigorosamente históricos, sobre Maçonaria, são muito raros e escassos. As Atas mais antigas de reuniões em Loja, segundo a autorizada opinião desse escritor, datam de 1599, se bem, acrescenta ele, que se conservem cópias das antigas "Obrigações" e das "Leis Maçônicas" datadas do século XIV.

A Carta de Halliwel, por exemplo, data de 1390, sobre o que ninguém pode por dúvidas.

Essas divergências vêm, por certo, do fato de que a Maçonaria, no segundo período, teve duas fases: a operativa, vinda da antiguidade, isto é, das Construções, e a optativa, - simbólica moral, onde os seus adeptos são as pedras para a construção de Templos à Virtude.

Tanto é assim, que se dá oficialmente o século XVII como a época da decadência da Maçonaria Inglesa, levando Anderson e Desagulliers, dois devotados maçons, a se empenharem para que a mesma voltasse ao "bom caminho", no sentido espiritual, promovendo a sua reforma, reunindo, então, as quatro Lojas existentes em Londres, para constituírem, a 24 de junho de 1717, a primeira Grande Loja do Mundo, do simbolismo iniciático.

Esses dois ilustres maçons, comissionados pela Ordem, organizaram a nova Constituição, documento publicado em 1723, dedicado ao Duque de Montagu, por ordem do Duque de Warton, Grão-Mestre dos "Franco-Maçons", por seu Deputado o obreiro J.T. Desagulliers.

Durante o século XVIII introduziu-se a Maçonaria em quase todos os países da Europa,: desde os mais poderosos Reinos e Impérios até o pequenos Condados, suportando o embate das paixões do mundo profano, - às ocultas, ou desassombradamente -, os maçons levantavam Templos à virtude e cavavam masmorras ao vício, defendendo os direitos naturais.

Em Portugal os ingleses estabeleceram a primeira Loja Maçônica em 1733.

Da Europa passou a Maçonaria à Ásia, à África, à Oceania e à América. No Novo Mundo, a primeira Loja estabelecida foi a do Canadá, no ano de 1721.

Ref. Bibliográfica: Capítulo da obra citada de Ezequiel S. Menezes, por Renato de Alencar.
Enciclopédia Histórica do Mundo Maçônico, Vol. II.

 
 
 
 
     
     
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