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Salmo 133

Para falarmos do Salmo 133, ainda que superficialmente e termos uma melhor compreensão, é necessário voltar um pouco no tempo e buscar as razões do autor, para tão belo hino que continua encantando os corações e as mentes daqueles que prestam culto a unidade fraternal.

O salmo 133 se visto apenas no contexto histórico, antes de qualquer interpretação ou imaginação a gosto, trata-se de um canto ou, um hino de louvor à unidade das doze tribos de Israel no reinado Teocrático de David, após o desastroso reinado de Saul:

"Então veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo:
Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não cumpriu as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e toda a noite clamou ao Senhor".
1 Samuel (15:10-11).
 
 
 
 

Se pensarmos a expressão, "Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união" (Salmos 133,1s), no contexto puramente familiar, onde, na cultura antiga era comum varias famílias viverem debaixo do mesmo teto; fica difícil crer que este texto seja obra de David, uma vez que pelas narrativas Bíblicas, a harmonia familiar não era seu forte. Portanto, "que os irmãos vivam em união", é a expressão da unidade do território de Israel no reino davídico.

Os versos 2 e 3:

"
É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes".

"
Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o senhor ordena a bênção e a vida para sempre", são as aplicações da expressão de louvor, pela unidade do serviço sacerdotal providenciado por Deus para o povo Israelita.

David está dizendo que quando os irmãos do norte se unem aos do sul, em culto a Deus, acontece o milagre natural, como o orvalho de Hermom, nutrindo os israelitas espiritualmente e encorajando uns aos outros nas coisas de Deus. Assim como o orvalho refresca e revigora as plantas, assim também a benção da unidade desce sobre o povo, onde as virtudes espirituais podem florescer na vida do povo outrora disperso.

Acredito que cada vez que lemos esse cântico, se isso não for de forma mecânica, nos perguntamos, se o orvalho da unidade e da vida só existe ou existiu no Hermom dos tempos idos, ou se nossas relações em virtude das adversidades e dos desejos e interesses pessoais nos impedem e nos distanciam da harmonia com nossos semelhantes.

Porem, sabemos que devemos criar e buscar condições para uma relação fraternal, e frequentemente nos perguntarmos: será que estou oferecendo o frescor do orvalho e a fragrância suave do óleo precioso da unidade? Será que nossas vestes absorve seu perfume, ou repele para longe, impedindo que umedeça nossa barba, a barba da unidade do norte e do sul?


Autor: Sob.'. Gr.'. M.'. Manoel Evangelista de Sá
Data:
10 de dezembro de 2012

 
 
 
        
 
     
     
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