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Quem foi Zarathustra?
Também conhecido como Zoroastro...

Nos dias atuais, depois de estudos linguísticos e comparações de textos antigos, a maior parte dos pesquisadores chegou à conclusão que Zoroastro deve ter nascido por volta do ano 630 A.C. em Báctria, região da Ásia central ao norte do atual Afeganistão, mas não existem registros históricos da data de nascimento e dos locais em que Zoroastro viveu.

Um dos motivos foi sua seita ter sido "apagada" pela conquista do Império Persa por Alexandre, o Grande, e depois, pelos árabes.

Essa região era imensa: num mapa atual ela incluiria, no mínimo, o Irã, o Iraque, o Afeganistão, o Uzbequistão, o Quirguistão, o Turcomenistão, parte do Paquistão e o noroeste da Índia.
 
 
 
 

 
Quando os árabes conquistaram a Pérsia e difundiram o islamismo, a religião de Zoroastro, que ali existia desde antes dos persas formarem um império, desapareceu.

Há menções a ela nos contos das "Mil e Uma Noites", uma coletânea de histórias passadas de geração em geração na tradição oral e mais tarde transformada em livro.

Ali se pode ler sobre os magos (magi), os adoradores do fogo. Eram considerados ilegais pelos árabes, pois estes admitiam apenas sua própria religião, muçulmana.

Dessa forma, Zarathustra ou Zoroastro passou à história como um profeta cuja doutrina foi superada. No entanto, estudiosos afirmam que muitos dos princípios teológicos das religiões modernas, como a separação entre o bem e o mal, já haviam sido delineadas por Zarathustra, 600 anos A.C. e 1200 anos antes de Maomé.

Os ensinamentos de Zarathustra só foram registrados depois de sua morte, a única exceção é o Gatha, livro de hinos que teria sido escrito por ele. O nome Zarathustra significa "homem dos velhos camelos". Seu pai se chamava Porushaspa, cuja tradução é "aquele dos cavalos de raça com patas anteriores brancas" e deve ter sido um sacerdote, de um clã de criadores de animais, assim está escrito no Avesta, o livro sagrado dos ensinamentos de Zarathustra.

Destinado, ainda bem jovem, a seguir as pegadas do pai e a se tornar também um sacerdote, o rapaz não concordou. Aos 20 anos ele abandonou sua terra e partiu em peregrinações. O Avesta (e aí começa a lenda) conta que ele se encontrou com um anjo e teve uma visão. Viu a luta cósmica entre as forças do bem e as do mal, da ressurreição dos mortos no dia do juízo final e da vida após a morte no paraíso ou no inferno.

Depois disso, Zarathustra passou anos meditando antes de começar a pregar em Báctria. No zoroastrismo, Ormuz Mazda ou Ahura Mazda, era o deus do bem, criador do universo e a encarnação da justiça; Arimã era o senhor do mal, das sombras e da morte. Acreditava-se que essa luta entre o bem e o mal iria durar até o final dos tempos. O deus Mazda era adorado sob a forma de fogo em altares ao ar livre.

As pessoas o escutavam sem muito interesse, e ele sofria dura oposição dos sacerdotes e dos nobres. Conseguiu poucos seguidores que o acompanharam em suas viagens para divulgar seus ensinamentos. Foi para Corasmia, um imenso reino que se estendia do mar de Aral até o Golfo Pérsico: Samarcanda e Bukhara (no atual Uzbequistão), Kandahar e Cabul (no atual Afeganistão) eram algumas de suas cidades mais famosas.

O xá (rei) Vistapia gostou das idéias de Zarathustra e se converteu à nova fé. Foi um sucesso decisivo. O profeta pôde iniciar sua obra e fez construir, diante das portas da capital, o Templo do Fogo. No altar ao ar livre, os sacerdotes cantavam hinos e doutrinavam as pessoas. Não era mais necessário sacrificar animais para conseguir a graça divina. Bastava ser honesto e trabalhador.

Mas logo os sacerdotes começaram a se rebelar: queriam voltar à antiga religião. Começou uma grande guerra em que Vistapa foi morto e Zarathustra perdeu seu protetor. No combate final, o profeta foi surrado com bastões e não resistiu aos ferimentos: já tinha mais de 77 anos.

Segundo a lenda, a doutrina de Zarathustra havia sido escrita com tinta de ouro em 12 mil couros de boi e estava guardada na biblioteca real de Persépolis, que foi totalmente queimada pelos soldados de Alexandre, o Grande, 200 anos depois.

Ref. Bibliográfica: Pedagogia & Comunicação

 
 
 
        
 
     
     
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