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O que é Rito e onde ele é aplicado na Maçonaria?

Rito, do latim "ritu", é o conjunto das fórmulas, regras, normas e prescrições a serem observadas no desenvolvimento de um culto, ou de uma seita, que estão consolidadas ou consignadas num documento a que chamamos de Ritual.

Cada Rito tem o seu conjunto de regras próprias, as características que o personalizam e a sua própria história, constituindo assim um Sistema Maçônico. Praticamente, Rito é o conjunto das regras que limitam um determinado sistema.

Na Maçonaria nota-se o aproveitamento de três fases distintas sem a precisão de um limite entre elas. A primeira foi a dos Antigos Mistérios: Mistérios Egípcios, Mistérios Gregos, Essênios, Elêusis, Rosacrucianos e Judaísmo. A segunda fase, mais recente e intermediária, foi a chamada
Maçonaria Operativa, que vai desde as Guildas e as Corporações de Construtores até a aceitação dos não Operativos, iniciando desta forma a terceira fase, a da Maçonaria Especulativa ou Simbólica.
 
 
 
 

Acreditamos que todos os Ritos, tal como hoje se encontram, devem ter a sua origem, em face da grande semelhança que guardam entre si, num mesmo Rito a que os Maçonólogos e autores chamam de Rito Básico dos Maçons Operativos.

Elias Ashmole, antiquado e alquimista rosacruciano, foi quem "criou" o Rito Básico. A sua criação partiu da observação e do estudo das Antigas Instituições Iniciáticas e adequando-as à sistemática da Maçonaria Operativa.

Deve-se ter em mente que na formação da história real da Maçonaria as diversas fases imbricam-se e os conhecimentos somam-se. Foi no início da terceira fase, que dura até hoje, que se criaram as concepções modernas dos Rituais, com a consolidação dos três Graus do Rito Básico.

A Maçonaria Especulativa teve a sua origem na Europa e dividiu-se em três ramos com filosofias mais ou menos definidas. A inglesa adotou um comportamento mais tradicionalista. A francesa, que teve origem na inglesa, em face das turbulências da época, adotou um comportamento mais político, fato que inclusive veio a influenciar a Maçonaria latino-americana. E, finalmente, a alemã que, talvez influenciada pelos mesmos ventos filosóficos que determinaram a Reforma da Igreja, se dedicou aos aspectos mais metafísicos e filosóficos, com nítida influência rosacruciana, criando-se lá, inclusive, os Ritos de Schroeder e o da Estrita Observância.

Todavia, devemos observar que essas diferenças não se fazem presentes nos gestos e sinais de reconhecimento, que são universais. Elas se fazem sentir no modo de atuação, isto é, no lado esotérico da Instituição.

Os três Graus do Rito Básico foram compostos entre 1646 e 1649. Existem, entre praticados e conhecidos, mais de 80 Ritos Maçônicos, Iniciáticos ou conexos, estando a maioria extintos.

Atualmente, a população maçônica pratica basicamente os seguintes Ritos no Brasil:

Rito Escocês Antigo e Aceito
Rito de York
Rito de Schroeder
Rito Adonhiramita
Rito Brasileiro de Maçons, Antigos, Livres e Aceitos
Rito Moderno

Como a Grande Loja Maçônica do Brasil - GLOMAB adota em suas oficinas apenas o Rito Escocês Antigo e Aceito (R.'.E.'.A.'.A.'.), que é o mais praticado pela população maçônica brasileira, vamos tecer uma resumida explicação acerca deste Rito.


Sobre o "Rito Escocês Antigo e Aceito"


É o Rito mais popular. A maioria dos autores é coincidente na afirmação de que este Rito teria surgido na França pela criação do Rito de Perfeição ou Heredom. Os Jacobistas exilados na França muito contribuíram para a formação e a propagação deste Rito.

Há quem julgue, de maneira equivocada, serem filosóficos os graus do Rito a partir do 4º. Acham que o correto é dividir em duas grandes partes: Simbólicos, até o 3º; filosóficos, do 4º ao 33º. Esse é um erro comum de entendimento, porém, a divisão verdadeiramente correta e maçônica é da seguinte forma:

Graus Simbólicos ou Oficinas Simbólicas ou Lojas Azuis
1º a 3º;
Graus Inefáveis ou Oficinas de Perfeição 4º ao 14º;
Graus Capitulares ou Oficinas Vermelhas 15º ao 18º;
Graus Filosóficos ou Oficina de Kadosh 19º ao 30º;
Graus Administrativos ou Consistórios 31º e 32º;
Supremo Conselho 33º.

Os Graus simbólicos, porém, constituem a base histórico-tradicional da Maçonaria, e quem fez a trajetória Aprendiz (1º Grau) - Companheiro (2º Grau) - Mestre Maçom (3º Grau), é Maçom completo e universalmente aceito e reconhecido como tal.

O Rito Escocês é um Rito especial, inclusive no que diz respeito às suas origens. Todos os Ritos conhecidos têm a sua história e origem bem definidas. A história e a origem do Rito Escocês dão margem a muitas indagações, a começar pelo fato de que é Escocês e nasceu na França.

O sistema escocês teve origem na França pelos partidários dos Stuarts, que se encontravam lá exilados. O Rei Carlos I, da família dos Stuarts, da Inglaterra e da Escócia, havia sido deposto pelo ditador Oliver Cromwell. Foi a primeira manifestação maçônica ocorrida na França, por volta de 1650. O Sistema Escocês não tinha uma linha obediencial, era um sistema livre praticado por Lojas Livres e por Maçons Livres. A partir de segunda metade do século XVIII é que foram criados os 25 Graus do chamado Rito de Heredom, que mais tarde receberiam a adição de mais oito Graus com a fundação do Supremo Conselho de Charleston, a partir de 1800. Esse Supremo Conselho foi o primeiro do mundo, sendo assim, o Supremo Conselho Mater-Mundi.

As causas da criação dos Altos Graus são obscuras. Alguns autores acham que foram políticas, sendo uma maneira de controlar as Lojas Maçônicas; outros acham que foram doutrinárias com extensão da Maçonaria Simbólica, agregando novos estudos no desenvolvimento dos Maçons; outros acham, ainda, que as vaidades pessoais e a busca de títulos deram causa à criação dos Altos Graus. O Rito Escocês foi o primeiro Rito Maçônico a possuir Altos Graus.

Ao sistema de 25 Graus do Rito de Heredom, os norte-americanos adicionaram mais oito Graus, criando assim a escalada hierárquica que temos atualmente no Rito Escocês Antigo e Aceito.


Por que "Antigo e Aceito"?


A denominação "Antigo e Aceito" surgiu na França por cópia de uma situação criada com a fundação da Grande Loja de Londres. Ocorre que, já bem anteriormente, a Ordem Maçônica recebia os "Aceitos" que eram Maçons que, apesar de aceitos na Ordem, não exerciam as profissões dos Operativos. Com a criação da Grande Loja de Londres, muitas Lojas fizeram-lhe oposição, não se submetendo à nova Obediência. Os Maçons das Lojas subordinadas à Grande Loja foram considerados "Modernos" (o que não tem nada a ver com o Rito Moderno, que surgiria mais tarde na França), já os Maçons residentes foram considerados "Antigos".

Algo semelhante aconteceu na França, mais tarde. O Grande Oriente da França resolveu fazer uma revisão nos Altos Graus e apresentou um Rito que tinha apenas quatro Altos Graus. Nascia aí o Rito Francês, ou Francês Moderno ou, simplesmente, Moderno.

Passaram, então, os adeptos do Rito Escocês, que vinha expandindo-se, a criticar o novo Rito, chamando-o de "Moderno", enquanto denominavam a si mesmos de "Antigos e Aceitos", ao mesmo tempo que deram oficialmente nome ao Rito de Rito Escocês Antigo e Aceito.

 
 
 
 
     
     
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